CRIAÇÃO DE CINEMA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
PERSPECTIVAS E FUTUROS POSSÍVEIS NA TRANSFORMAÇÃO DA LINGUAGEM
Resumo
O presente artigo apresenta uma discussão sobre os limites da arte cinematográfica em um momento em que imagens, sons, roteirização e montagem podem ser gerados por Inteligência Artificial Generativa (IAG). Filmes que utilizam a IA (Inteligência Artificial) e IAG como ferramenta já foram apresentados no Oscar e em outros festivais, porém, os filmes gerados completamente — ou parte da produção — por uma IAG nos levam a discutir o futuro do cinema, especialmente, o futuro do cineasta/autor. Estaríamos vivenciando uma quebra de paradigmas da linguagem? Uma produção criada por uma IAG pode ser localizada dentro da arte cinematográfica? Ou até mesmo, onde está a autoria dessas produções? São esses os questionamentos levantados através das análises de um recorte de filmes que utilizam a IAG, especialmente uma tríade de produções: O Último Roteirista (2024), Sunspring (2016) e Eu Existo (2023). Portanto, o texto investiga as diferentes abordagens do uso da IAG no cinema e uma pretensão de reconfiguração no ato criativo de produzir, pensar e consumir a linguagem cinematográfica.
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