3 VEZES 1 É IGUAL A MARIGHELLA? AS REPRESENTAÇÕES DO GUERRILHEIRO-POETA EM QUATRO PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS

Autores

Resumo

Figura emblemática do movimento armado de resistência à ditadura militar brasileira, Carlos Marighella, assassinado em 1969, permanece como personagem central das disputas contemporâneas em torno da memória do período autoritário. Sua trajetória pessoal, suas ações políticas e os sentidos atribuídos à sua imagem no presente seguem mobilizando controvérsias no espaço público. Diante disso, este artigo analisa as representações de Carlos Marighella e os tipos de memória por elas produzidos em quatro obras audiovisuais: os documentários Marighella – Retrato falado do guerrilheiro (2001), Marighella (2011) e Carlos Marighella – Quem samba fica, quem não samba vai embora (2012), bem como a ficcionalização histórica Marighella (2019). A partir do diálogo entre estudos da memória social e análise fílmica, compreende-se o cinema como dispositivo ativo de construção, disputa e reinscrição das memórias sobre a ditadura militar, evidenciando a pluralidade, os conflitos e as reconfigurações da imagem pública de Marighella ao longo do tempo.

Biografia do Autor

  • Jean Carllo de Souza Silva, Universidade do Estado de Minas Gerais

    Doutor em Multimeios (Unicamp) e pesquisador dos seguintes Grupos de Pesquisa: "Labiam - Laboratório interdisciplinar de comunicação, discurso, acontecimento e memória" (UEMG/CNPq) e "Estudos sociais em linguagem, memória e cultura visual" (UFOP/CNPq). 

  • Marcos Augusto Cunha Ernesto , Universidade do Estado de Minas Gerais

    Graduando do curso de Comunicação Social - habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Estado de Minas Gerais, unidade Passos. 

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Publicado

2026-07-04