O USO DA MÚSICA NO FILME DE PROPAGANDA NAZISTA

O CASO DE A NONA SINFONIA (1936), DE DOUGLAS SIRK

Autores

Resumo

O artigo destaca o papel da música como meio de propaganda no cinema nazista, com foco no filme A Nona Sinfonia (Schlußakkord, 1936), de Detlef Sierck (mais tarde conhecido como Douglas Sirk). A partir de uma abordagem histórico-cultural, investiga-se como a estética sonora foi mobilizada para reforçar uma ideologia de pureza racial. A pesquisa destaca o uso estratégico da harmonia como um símbolo da superioridade da “raça ariana”. O estudo contribui para a compreensão das intersecções entre arte e propaganda no regime nazista.

Biografia do Autor

  • Ieda Maria Lagos, UFMG

    Ieda Maria Lagos, 28 anos, formada em Cinema e Audiovisual no Centro Universitário Una Liberdade, mestranda na Universidade Federal de Minas Gerais na linha de Cinema com pesquisa em roteiro. Sócia produtora da Gangorra Filmes. Roteirista associada à ABRA. Faz parte do Selo ELA de distribuição focado em diretoras e roteiristas iniciantes. Já trabalhou na produção de 8 curtas metragens, diversos videoclipes e 3 exposições fotográficas.

  • Luiz Nazario, UFMG

    Historiador do cinema, crítico de cultura, escritor e Professor Titular da Escola de Belas Artes da UFMG, Luiz Nazario formou-se em História na USP (1979), com Mestrado (1989) e Doutorado (1994) em História Social na mesma universidade, sob a orientação da grande historiadora Anita Novinsky, Pioneira da Ciência no Brasil. Com apoio do DAAD e da CAPES pesquisou de 1990 a 1993 nos arquivos de cinema da Alemanha para a tese: "Imaginários da Destruição: O Papel da Imagem na Preparação do Holocausto" (1994), a primeira na área de Cinema e História em todo o Brasil. Pesquisador Bolsista PQ-1D do CNPQ de 2003 a 2018 com os projetos "Animação Expressionista" e "Cinema e Holocausto", escreveu e dirigiu o primeiro longa-metragem em animação de Minas Gerais, a "Trilogia do Caos" (2001-2016), produzida com dois Prêmios de Incentivo à Produção da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte e da Associação Curta Minas / CEMIG, animada por jovens artistas da EBA-UFMG. Autor de diversos livros, dentre os quais "Da Natureza dos Monstros" (1988), "As Sombras Móveis" (1999), "Autos-de-fé como Espetáculos de Massa" (2005), "Todos os Corpos de Pasolini" (2007) e "O Cinema Errante" (2013), acompanhou em 1993 o Curso de Ensino do Holocausto no Museu Yad Vashem, em Israel, com o apoio da Associação Universitária Judaica e, como Professor Residente, o Curso ISGAP-Oxford Summer Institute on Critical Antisemitism Studies 2019, no Saint John College, na Universidade de Oxford, com bolsa integral do ISGAP e apoio do PPG-Artes da UFMG e PROEX-CAPES. Número ORCID: 0000-0002-8043-919X

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Publicado

2025-12-31