AFRICANIDADES E SUAS DIÁSPORAS NO CURTA-METRAGEM “AURORA (2018)” DE EVERLANE MORAES

Autores

Resumo

O curta-metragem “Aurora (2018)” é uma produção da diretora negra Everlane Moraes, fruto da estadia em Cuba no período de 2015-2018, quando foi estudar Direção de Documentário na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV) em San Antonio de Los Baños. O filme narra – e espelha – a história de três mulheres negras de diferentes idades: la niña (Elizabeth Fuentes), la cantante (Mercedes Rodríguez) e la señora (Crisálida Páez), vivendo em um antigo teatro abandonado em Havana. O presente ensaio tem como objetivo analisar o curta-metragem “Aurora (2018)” pontuando o contexto em que a obra foi criada, analisando o filme a partir do pensar-fazer “Cinema-Espelho”, bem como, interpelando a fotografia da película no que tange a representação do corpo da mulher negra. Conclui-se que “Aurora (2018)” se escreve em diálogo com as africanidades e suas diásporas, e, portanto, é uma obra que se propõe descolonizadora na medida em que está comprometida com a ressignificação da existência negra.

 

Biografia do Autor

  • Wolney Nascimento Santos, Universidade Federal de Sergipe - UFS

    Doutor em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe – PPGED/UFS. Mestre em Cinema pelo Programa InterdiciplinaR em Cinema - PPGCINE/UFS. Membro do Grupo de Pesquisa “Corpo e Política”. Professor Arteducador da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe/SEDUC

  • Fabio Zoboli, Universidade Federal de Sergipe - UFS

    Professor do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Pós-doutor em Educação pela Universidad Nacional de La Plata (UNLP-Argentina). Membro do grupo de pesquisa “Corpo e política”.

Downloads

Publicado

2025-12-31